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Consumo Responsável 

A defesa dos direitos do consumidor, que a nível nacional teve a sua primeira legislação em 1981, tem feito um longo percurso, reivindicando sempre melhores leis e mais fiscalização que defendam os legítimos interesses dos consumidores.

Mas quando falamos de consumo responsável, falamos dos direitos dos produtores e das produtoras dos bens e serviços que consumimos diariamente, assim como dos direitos de todas as pessoas que contribuem para que esses produtos cheguem até nós (ao nível da distribuição e da comercialização). O que significa falarmos dos nossos deveres, enquanto consumidores, de fazer escolhas conscientes e críticas, contribuindo para uma maior dignidade humana e para o respeito pelo ambiente.

Neste mundo globalizado em que um só produto pode percorrer milhares de kilómetros e passar por dezenas de intermediários e vários países até chegar às nossas mãos, o maior desafio é perceber em que condições esse produto foi produzido e comercializado, em especial em que condições humanas e ambientais.


O PAPEL DO/A CONSUMIDOR/A RESPONSÁVEL

Ser um/a consumidor/a responsável passa por perceber que uma decisão de compra acertada vai para além da satisfação das nossas necessidades e de encontrar a melhor relação qualidade/preço; uma decisão de compra tem repercussões sobre terceiros. Há que incluir nos nossos critérios de decisão valores sociais e ambientais.

Outra forma importante de desempenhar um papel activo é fazer uso do nosso poder enquanto clientes: exigir às empresas que forneçam informação sobre toda a cadeia de produção dos seus produtos e serviços e exigir que mudem de postura. As empresas só irão acrescentar critérios éticos aos seus critérios económicos quando entenderem que essa é uma condição para se manterem competitivas e assegurarem o seu lugar no mercado.


BREVES DICAS PARA UM CONSUMO RESPONSÁVEL

  • Tomar a iniciativa: associar-se a outros consumidores para criar alternativas válidas;
  • Consumir produtos dos sitemas de comércio alternativos: Comércio Justo, comércio solidário, produtos de produção biológica, e outras iniciativas que favorecem produtores desfavorecidos;
  • Comprar preferencialmente em cooperativas e no pequeno comércio local;
  • Moderar o consumo evitando o desperdício, ou seja, a política dos 5 R's:
    • repensar o consumo,
    • reduzir, evitando desperdícios,
    • reutilizar,
    • restaurar,
    • reciclar;
  • Preferir o consumo de materiais reciclados;
  • Ser prudente no uso de produtos cujos efeitos secundários não são devidamente conhecidos, como é o cado dos organismos geneticamnete modificados (OGM ou transgénicos);
  • Optar por formas de turismo que beneficiem as comunidades locais e contribuam para o seu desenvolvimento sustentável: Turismo Ético e Solidário ou Turismo Responsável;
  • Investir as suas poupanças de forma justa: Finança Ética;
  • entre outras.