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Portuguesa e Cooperação
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Cooperação
para o Desenvolvimento
A
palavra cooperação encerra um conjunto de princípios
e valores que o CIDAC defende desde a sua criação:
solidariedade entre os povos, produção colectiva,
diálogo, reconhecimento mútuo, igualdade, cidadania.
Numa altura em que as abordagens da cooperação para o
desenvolvimento se tornam cada vez mais tecnocráticas e
tecnicistas, parece fundamental um investimento em acções
de cooperação que valorizam os processos, e as suas
dimensões qualitativas e de longo prazo, tanto como os
resultados, se não queremos ver estes valores e princípios
perderem o seu sentido. A importância a conferir aos processos
ganha toda a sua expressão num contexto em que, face aos
efeitos da globalização neo-liberal, que demonstraram a
sua capacidade em afectar todas as populações mais
fragilizadas, independentemente do continente ou do país,
movimentos sociais se estruturam para propor e apoiar alternativas
que visam uma transformação profunda e global dos
paradigmas do desenvolvimento tanto no Norte como no Sul geopolítico.
Entendemos
a Cooperação como trabalho colectivo e solidário
em beneficio de um empreendimento comum que visa o desenvolvimento e
a justiça social. Neste sentido, no CIDAC, a cooperação
para o desenvolvimento é indissociável do trabalho em
parceria com organizações ou redes das sociedades civis
dos países nos quais intervimos e com quem tecemos relações
de afinidade e de cumplicidade que dão corpo a intervenções
e projectos de desenvolvimento elaborados e geridos em conjunto.
Conferimos a nossa intervenção uma dimensão
política que visa a transformação, e não
estritamente de gestão de projectos ou de desempenho técnico.
Inicialmente generalista, a nossa actividade na área da
cooperação para o desenvolvimento especializou-se nas
áreas do apoio a produção local e a
comercialização, local, sub-regional ou internacional
no quadro do comércio justo, na questão migração
e desenvolvimento e no reforço das capacidades dos actores
sociais.
Este
enfoque temático concretiza-se, por exemplo, através de
uma intervenção de longo prazo na Guiné-Bissau
baseada na defesa da soberania alimentar através da melhoria e
comercialização de produtos alimentares estratégicos
associada a um trabalho político e de consciencialização
dos decisores e da população em geral, através
do reforço institucional e da integração de
grupos de produtores artesanais no circuito do Comércio Justo
ou da criação de actividades turísticas baseadas
na comunidade em Timor-Leste.