::  História da Educação para o Desenvolvimento em Portugal
::  Educação para o Desenvolvimento: Evolução do Conceito
::  Eventos
::  Recursos

O que é a Educação para o Desenvolvimento?

Não havendo uma definição única do que é a ED, apresentam-se duas aproximações elaboradas em Portugal.

1. A Plataforma Portuguesa das ONGD, com o conjunto de ONGD que participou na sua II Escola de Outono de ED (6 e 7 de Dezembro de 2002), consensualizou a seguinte definição:

A Educação para o Desenvolvimento (ED) é um processo dinâmico, interactivo e participativo que visa:
* a formação integral das pessoas
* a consciencialização e compreensão das causas dos problemas de desenvolvimento e das desigualdades locais e globais num contexto de interdependência
* a vivência da interculturalidade
* o compromisso para a acção transformadora alicerçada na justiça, equidade e solidariedade
* a promoção do direito e do dever de todas as pessoas, e de todos os povos, participarem e contribuirem para um desenvolvimento integral e sustentável.


2. Definição apresentada no documento “Uma Visão Estratégica Para a Cooperação Portuguesa” aprovado pelo Conselho de Ministros, Novembro 2005 (pág. 45/46):

A ‘educação para o desenvolvimento’ (ED) constitui um processo educativo constante que favorece as interrelações sociais, culturais, políticas e económicas entre o Norte e o Sul, e que promove valores e atitudes de solidariedade e justiça que devem caracterizar uma cidadania global responsável. Consiste, em si mesma, num processo activo de aprendizagem que pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade para as prioridades do desenvolvimento humano sustentável.
Trata-se de um instrumento fundamental para a criação de uma base de entendimento e de apoio junto da opinião pública mundial, e também da portuguesa, para as questões da cooperação para o desenvolvimento.

Embora a ED não se restrinja à educação formal, é importante que esta seja incorporada progressivamente nos curricula escolares, à semelhança do que acontece com outros países europeus, para que a educação formal reflicta e contribua para a criação de cidadãos atentos, exigentes e participativos na vida e na solidariedade globais. A coordenação com o Ministério da Educação nesta matéria é fundamental.