Atividades realizadas 2026

Atividades realizadas 2026

Vozes e Lutas dos territórios - uma conversa a partir da OE7

14 de janeiro. No sétimo número da revista Outras Economias – "Agri-culturas – Os campos em disputa?", construído com Leonor Coimbra e Pedro Horta, procurámos algumas respostas para as questões: quem nos alimenta? O que nos alimenta? Quem ganha com o que nos alimenta? O que produz a agricultura? A partir destes conteúdos, organizámos um webinario com algumas das pessoas que contribuíram para esta edição, para darem uma panorâmica e um testemunho sobre as lutas que as comunidades e as organizações camponesas levam a cabo nos seus territórios, sobre o que incidem, ou seja, os problemas enfrentam, como se organizam e como se podem fortalecer elos de solidariedade entre todos e todas. Contámos com a presença de Aida Fernandes, da Unidos Em Defesa de Covas do Barroso; Benjamin Macas, da Confederación Campesina Agroecológica del Ecuador; de Eric Chaurette, da organização Interpares (Canadá); de Miguel de Barros, da Tiniguena (Guiné-Bissau) e de Gustavo Duch, da revista Soberanía Alimentaria (Estado Espanhol). Os testemunhos trouxeram análises complexas sobre os atores e os mecanismos que têm conduzido ao desaparecimento das comunidades camponesas e aos seus modos de vida, as diferenças e semelhanças entre os distintos territórios, o sentimento de profunda injustiça sobre esses ataques, mas também sobre as formas que a resistência e a construção de alternativas podem assumir: desde as cosmovisões às estruturas jurídicas consuetudinárias locais em relação à terra, até à construção popular e coletiva de políticas públicas relativas à alimentação. Pode ver a gravação aqui.

Injustiças sociais e ambientais à nossa mesa – um olhar crítico sobre o negócio dos alimentos

23 de janeiro. Realizou-se no Terraço do Graal, uma sessão de debate integrada no ciclo Jovens no Terraço, do Graal, e no ciclo de animação do número 7 da revista Outras Economias.  A sessão começou com uma roda de partilha, em que cada participante identificou onde costuma adquirir os seus alimentos. Apesar de algumas pessoas recorrerem a mercados, mercearias de bairro, cabazes da PROVE ou à loja do Comércio Justo do CIDAC, concluiu-se que a maioria dos alimentos consumidos pelas pessoas presentes é adquirida em supermercados. A partir desta constatação, a conversa evoluiu para os impactos sociais e ambientais dos nossos consumos alimentares. A conversa foi “como as cerejas”, encadeando-se vários temas: agricultura intensiva, organismos geneticamente modificados, sementes transgénicas, a problemática da água, o desperdício alimentar, o consumo de energia, as condições de trabalho das pessoas envolvidas na cadeia de produção e distribuição dos alimentos, incluindo quem produz para os supermercados e quem neles trabalha, a alimentação como cultura. Ficou o desafio de revermos alguns hábitos do nosso consumo alimentar, pela nossa saúde, pelos direitos e dignidade das pessoas envolvidas nas cadeias dos produtos agroalimentares e pela preservação dos ecossistemas atualmente em risco. Houve ainda tempo para o vídeo “Comer … tem muitas camadas! Um roteiro para a Soberania Alimentar” e para um jantar delicioso fornecido pela cooperativa de mulheres imigrantes Bandim. Agradecemos ao Graal por esta bela colaboração!